terça-feira, 18 de agosto de 2009

e é desse jeito, sem mentira e sem massagem

olá pessoas, visitante, curiosos de todos os tipos!
vamos a mais uma postagem, mas antes, gostaria de pedir que os seres que por aqui pousarem se lembrem de opinar nas caixas abaixo dos posts (no campo "impressões sinceras").
apesar do nome, podem mentir, fica a critério de cada um...
bem, sem mais delongas:

minha mente é ingênua como uma criança
meu corpo se cansa mais do que um senhor
mas meu espírito é tão livre e eterno
quanto o tempo
singra o espaço
voa e sangra galáxias
rompe o firmamento
ultrapassa cometas
rasgando os sete véus
que separam a lua do céu
por isso comento
sem sombra de certeza
contra todos os tipos de dúvida
o mundo é uma prisão
e esta selva de concreto
nos atinge em cheio, desafetando,
tudo o que vem amargando, direto e reto
para depois, dependendo do mérito
depurar as tantas formas de dor
apurando a vida com gosto e sabor
transmutando os defeitos e erros imutáveis
pois a vitória, nada tem de acidental
a batalha é aqui, agora, no real
e o resultado, anormal, é a paz interna
para atingir a harmonia externa
caminho único da nova era



paz, luz, amor, justiça e liberdade
a todos os mundos e todos no mundo
no intento inflexível
(assim espero e me esmero)


só o sol tem hora, eu não

falando em tempo, pensando ao sabor do vento, me surgiu essa reflexão... ou seja, nos capítulos a seguir, maiores máximas minimalistas virão...
eis a primeira das últimas:

regras em excesso causam no meu coração um abcesso
na busca por fugir dos rótulos,
a gente sempre acaba enquadrado em algo
isso é verdade, mas é também a divina desculpa dos tolos


paz, amor, justiça e liberdade!


"O INEFÁVEL É INVISÍVEL AOS OLHOS DA CARNE, MAS É VISÍVEL À INTELIGÊNCIA E AO CORACÃO."

domingo, 16 de agosto de 2009

renascimento, da mente e do espírito

"(...) tristeza foi assim, se aproveitando pra tentar... se aproximar (...) "

parecido, porém diferente dos mestres
(1: jovelina e 2: b-negão+ digitaldubs),
ai de mim se não fossem as armas
(papel e caneta, ou teclado e monitor, depende do meio)

assim sendo, vamos ao (novo) desabafo matinal:


bem como já disse
em outras ocasiões
nada tenho a perder
tampouco a temer
essa é a maior das revoluções
*
o som dentro de mim
que me oprimia
torturava meu cérebro, alma
acabando com minha calma
açoitando-a
com cólera
ódio e ardor
subitamente mudou
*
virou uma base musicada
bem ritmada e celestial
misturando um impulso
primal, diferente
um misto de ska, com pitadas de samba psicodélico
sons de cítaras e "wah wahs" derretidos
de fundos orgânico, eletrônico e quânticos
que me fizeram tremer e tontear
e tem tambem um tambor de terreiro
junto com um bumbo,
aplacando a dor

ressoando com calor
nas almas inquietas do mundo inteiro

queimando tão fundo e vertendo lágrimas tão mágicas
que mesmo o mais bruto chorou

*
como seria possível que uma base me fizesse chorar?
e me fazer delirar legal
sendo muito melhor que o real?
*

não sei, descobri
que tô numa de renascer das cinzas
fazer do coração e das tripas
novos mecanismos,
recriando o organismo, toda mente em si
*
questiono minha vida,
minhas crenças
ideologias
e constato
afinal
*
que o meu engajamento é lento
individual
confuso
muitas vezes
restrito ao lamento
e por isso difuso
paradoxal
como toda a minha existência
no mundo real
*
assim, constato,
para mim
a única possibilidade
de militar na vida
sem me limitar
só se mostra possível
através da arte
*
faz parte
mas sem panfletos
ou discursos ensaiados
que saiam de mim
apenas palavras autênticas
autenticando o etéreo
amplificando o grave inaudível
com a força compressora do estéreo
*
sempre sem pressa
pois o recado foi dado
quem tem coração para ouvir
sabe que nada foi em vão
quem puder, vai sentir
se possível, intuir
e encontrar a melhor forma de agir
*
o desafio é não desafinar
afinar o discurso mal feito
encontrar os iguais
mesmo diferentes
caminhando ao lado, na frente, de todo o jeito
de todo tipo de gente
o impulso é imediato -
para salvar a todos nós, timoneiros e náufragos -
porque ele se basta na mente

*
contribuições, diretas e indiretas
(portanto, reflexivas)
- beatles (my guitar gently weeps)

- immortal technique
- ancient astronauts
- gotan project (lunatico)
- portishead
- jorge ben (a tábua de esmeralda)
- bob marley (natty dread)
- los sebosos postizos/nação zumbi
- jamiroquai
- sabotage

P.A.Z.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

minhas máximas minimalistas (volume I)

I
reduzir para simplificar
sofrer para transmutar
dividir para reinar
errar para entender
morrer para renascer
reconhecer para perdoar
destruir para criar
admitir para modificar
viver para amar

II
poucas
mesmo
palavras
soltas
ao vento
são capazes
de
causar
grande
ALENTO
mesmo
quando
soltas
ao sabor
do vento




III

"Aproveite todo tempo livre e sonhe.
Se livre do que não te vale
Afinal, sonhar ainda não custa nada,
mas pode valer sua alma"


IV
Minha métrica é irregular
meus versos, sincopados
quase nada tenho de musical
atravesso o tempo o tempo todo
sou palavra rascunhada
de garranchos indeléveis
cravando fundo em sua alma

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

vão desabafo de um bufão

Bom, aqui vai mais um:

espero pelo inesperado

em permanente compasso
de passos nada apressados

assim, o apreço pelo passado
por algo dissimulado
ou pela trapaça

por tudo que me ameaça
me toma de assalto
simulando sobressaltos
sem sentido

diante disso
ninguém me detém
nada se mantém
coeso

no meio deste impasse
não vislumbro o que lhe ameace
ou ao menos um sinal de solução

mas, bem ali há um álibi
que traduz um escasso alívio
onde as curvas da dúvida se mostram turvas

o que é dúbio, não é;
simplesmente está
lentamente me entorno ao meu entorno
dentro de um hipotético delírio profético
contido na criação poética

não pode haver pretensão neste processo
afinal, nunca fui senhor das palavras
são elas que me escravizam,
moldando-se em diáfanas formas difusas
fundindo e nos confundindo ao seu bel prazer

assim, nessa toada, vou lavrando significados
no aceite deste desafio estético
me esmero, sincero,
em um mero escrito patético
diante de tão árduo cenário
encontro meu principal refúgio

para me encontrar, fujo
buscando então escapar,
se possível me reinventar
e dentro de mim erradicar
tamanho impulso opressivo que me infesta,
assim criei estes versos de desabafo
espécie rara de manifesto antidepressivo
é deste antídoto que preciso
pois ainda há bastante dele para a cura

mesmo assim, minha mente mente
tento me desculpar, não é algo coerente
ou sequer um desejo consciente
vivo imerso nesse desafio intermitente

oscilo, me equilibro por um fio
por um instante permanente
nada separa o caos, a loucura,
o desejo, os devaneios da dor e amor
por um instante permanente
a fúria perfura a aparente superfície
urge como o rugido silente

tão inaudível quanto:
os golpes do malho do artífice
tudo o que não foi falado entre um casal
os urros dos murros em muros pontiagudos
do mesmo modo que os contornos de algo inacabado,
sem solução real, definitiva e latente
por tudo aquilo sem resultado ou significado

mas e daí?
estou cansado de certezas
quero mais delírio, lágrimas,
novos aromas, paisagens
gargalhadas, beijos demorados,
passeios ao léu por antigas paragens
chuvas arco-íris escorrendo da sua íris
e nada disso faz sentido

sonho acordado há milênios
e a liberdade se mostra tão próxima
pois basta cruzar a fronteira do real
aciono um coro clássico de vozes em uníssono
seria meu placebo contra o sono
uma resposta tardia
contra a letargia
que dentro de mim ardia
agindo contra a vida, o desejo
e qualquer sorte de magia

não há nada de errado com o mundo
pois ele está sempre a seguir em sua rotina contínua
noite após noite, dia após dia
o mal reside no inconformismo

quem vai se atrever a dizer
que nisso tudo há alguma razão?

e, se sentido houvesse,
sempre poderia ouvir de outro ser
alguma prosaica alma que me dissesse
ser apenas produto fortuito de uma ilusão
ou então, como diz o título, simplesmente
o vão desabafo de um bufão
por rodrigo cruz