quinta-feira, 1 de maio de 2008

para n perder o costume

(Nota da redação: poema enviado por Rafael Coimbra. Autor Hicla.
Para evitar acusações de plágio, informo que o poema não é de autoria de nenhum dos responsáveis pelo blog "asilo arcana")


o calafrio na espinha sigo no beco
sem demonstrar medo
o som do vento
como a luz de mil estrelas em meus olhos
um gosto amargo de fúria e ódio
porque as pedras rolam
sem parar
eu a gritar
encantos e magia
sobre a lua
de prata
um gesto simples que mata
a maldade oculta nas faces de rugas
o fogo ardente
o que será daqui pra frente
os inimigos agonizam
eternamente
um anjo de luz voa sobre o céu incandescente
no apocalipse iminente


Bom feriado para todos (trabalhadores ou não)
Afinal, poesia também é labuta, não tem hora nem local para acontecer... exige esforço, sangue, suor, lágrimas e coração...
Obrigado aos (poucos) frequentadores do asilo arcana! Continuem colaborando, enviando críticas (e sugestões), reclamando ou apenas acessando a página!
pax
haribol
semos nozes

terça-feira, 15 de abril de 2008

sobre cafés e cigarros!

confissões parte II

Sim, é preciso que eu admita
no meu âmago, bem no fundo de mim,
habita uma força bestial,
por vezes imoral,
quase maldita...

Sim, é chegado o fim de mais um dia
de uma louca jornada
na qual não vemos o desfecho
ou a reta de chegada

Mas a alma sofre, urra, tenta resistir
procura um último suspiro...
se agarrando a ele como o vampiro
sedento que captura sua presa
(ou como um pária em busca de abrigo)

O corpo reclama,
reluta,
ordena que a mente o escute...
começa então uma intensa disputa

Entre desejos e necessidades
paixões eternas e devaneios familiares
palavras acordadas e ordens descumpridas

Os três
(corpo, mente e alma)
acabam reconhecendo
a necessidade de um consenso
quando os três discordam
ninguém sai ganhando

Para a harmonia prevalecer,
todos os impulsos devem reconhecer

Que algumas vontades
se colocam
acima de vaidades

Que a arrogância alimenta
a cobiça, a tirania do ego

Ao qual me apego
por mera comodidade

Na verdade a questão é uma só
Porque é tão difícil estar só?

Como sentir tamanha solidão
nos braços da multidão?

Como viver
sem se render?

Como vencer a guerra
sem uma causa a defender?

Como aprender a morrer e renascer?
sem compreender a importância de perder

o juízo, a arrogância,
para sair da infância do ego
sim, é isso que eu espero



Participem!!! Elogiem, critiquem, mandem sugestões, textos, receitas de molotov, bolo, lasanha, letras de música, imagens, vídeos, blablabla... e por aí vai.
(ou não):


Só a Fé pode nos salvar!

Estamos num mundo em colapso
Sim, é chegado o fim
Assim que a mediocridade imperar

A derrota nos sorrirá, clamando seus louros,
destronando tiranos, insanos e tolos
que ousaram ser possível enganar o rei

O orgulho nos cegou e agora cá estamos, nus
ao léu, à deriva, entregues aos tambores de Shiva
Aos caprichos do destino, aos dados do cosmos.

Somente a fé poderá nos salvar!
(mas não se sabe, fé em que, ou em quem?)
No porquê? Oxalá, Alá, Jeová, Santa Sara ou em Cristo?
No leão de Judá ou no Bispo?

Só a fé nos fortalecerá!
Pax Gaia não tarda a chegar

Suicidas, crianças homicidas
famílias destruídas, instituições falidas
corporações e religiões corrompidas,
Onde iremos parar?
Quando a cobiça triunfará?

Nunca!
Se o Leão se render, a quem iremos recorrer?
A batalha final se aproxima, todos devem agir
Afinal, a vida cobra seu preço
A cada batida do coração
Se liga então

Só a Fé pode nos salvar...

Ps: dedicada especialmente aos que já se foram - Gandhi, Robert Nesta Marley, Sabotage, Tim Maia, James Brown, Janis, Martin Luther King, Hendrix, Raulzito, Russel "Ol´Dirty Bastard" Jones, Charles Chaplin, Cazuza, Marlon Brando, Jim Morrison, Ernesto Guevara, Francisco "Science" de Assis França, Betinho, Bezerra da Silva, além de todos aqueles que fizeram a diferença com seu sangue, suor e arte

pax

terça-feira, 25 de março de 2008

novos poemas old-school - vai vendo



A vida é feita de escolhas...
enquanto umas te levam ao paraíso
outras acabam em vias caolhas
isso depende
do juízo
(ou da falta do mesmo)
alguns atiram a esmo
ou se atiram de cabeça
por isso pense bem, não esqueça
a vida é feita de escolhas,
não importa
cada passo e nada volta
o menor fracasso gera revolta,
mas parece que ninguém nota..
então, o que importa?
afinal, a vida é feita de escolhas...

Insônia

O processo criativo não é linear
surge a qualquer hora,
é meramente intuitivo

Às vezes sinto que a inspiração
ameaça se esgotar,
me abandonar...

Por isso registro meus pensamentos
(sentimentos, lamentos, intentos?)
sem demora, pé nem cabeça,
Tampouco me preocupo
com a coerência
tudo acaba subordinado

À pretensa busca de uma suposta essência,
capaz de resgatar
aquela maldita inocência
De tempos nunca vividos
(senão em sonhos),
então algo
(alguma das minhas vozes internas)
me diz: "Abra os olhos, não se esqueça!"

A fronteira entre o real e o virtual
se mostra tão tênue quanto
aquelas que distinguem:
o banal do ideal,
ou o pecado da moral,
vidas valorosas contra mentes vazias
desejos delirantes ou a mais sublime poesia
e ai, não entendeu?
(e quem entenderá?)
azar o seu
(a vida há de lhe ensinar)
acreditar em si
(em mim ou nos outros)
é tarefa bem difícil,
(exige esforço, muita dedicação)
e, por que não dizer, coragem
em certas horas,
generosas doses de sacrifício
audácia para não se perder
(de si, de mim, dos amores e dores)
pois quem sempre cresceu
à sombra dos outros
acaba tendo
sua luz ofuscada
por priorizar as ilusões opacas
ao trocar sonhos cristalinos
por delírios de conforto
por abdicar dos momentos de entrega
por esquecer qual é o real valor de um sorriso
por permitir que as dores do cotidano
contaminem sua alma,
transformando sua vida
em uma casca amarga e inerte
aperte o botão, puxe o gatilho,
nada disso foi em vão
afinal, quanto mais você luta
mais se distancia da solução
(2003-2008)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

poeminhas dos amigos!

salvem os leitores de boa vontade

sim, o blog tá agonizando como o samba
mas ninguém se manca, nao sou bamba
muito menos partideiro, o que me motiva
é a vida louca do Rio de Janeiro

praia (nem tanto), sol (fujo dele), calor (de preferência o humano)
o carnaval acabou
o ano começou
e o que nos aguarda?
quem nos guarda dos guardas fardados,
da corja de viciados
alienados? pobres coitados? meros fracassados?

não sei
mas quem sabe?
o sábio falou
que as arvores
somos nós, ou seja
é tudo nosso!

veja bem, perceba
a diferença
entre pegar emprestado
e achar que foi cavalo dado
olhe os dentes, mas não desdenhe

desenhe o final feliz do início desta nova era
esperando? não, melhor viver, acertando e/ou errando

(Rodrigo Cruz, vulgo zer0 ou tb "o irmão falador")


LIBERDADE -

Pode voar sem ter azar, sonhar acordado e realizar...
Amar, ser, estar...
Meus sonhos me assombram e tenho sempre o refrear,
Mas no intimo a liberdade os joga para o ar.

A liberdade assopra no medo o vento da segurança,
Espanta a dor com o acalanto de suas asas e
Protege meus heróis com a invisibilidade moral,
A merda do social.

A liberdade propaga palavrões nos lugares sacros,
Rasga as roupas dos moderados,
Beija a boca dos padres e oferece artes sacras as putas.
Arranca as flores dos condomínios e replanta as rosas vermelhas na favela.

A liberdade! Só com você posso ser,
Só como você posso amar!
A liberdade, não ouse me abandonar!

(Por Ricardo Fernandes,
também conhecido pelos + chegados como
Ric21 ou Príncipe Quilombola ou Renteria)


FUNDO DOCE MAR

"No fundo do mar a morte é doce
Nao precisa temer o corte da foice
Morrendo la torna-se o peixe que quiser
tubarão, lambarí ou um peixe qualquer
Quando dormir minha morte espero deitar lá
No fundo doce mar...
No fundo doce mar..."

(Por Guigo Nogueira)


Ps: Nota da Redação - os epítetos e apelidos carinhosos são meramente informativos, sem qualquer tom de preconceito ou ofensa moral, se alguém reclamar, bota na conta do papa


sugestões, xingamentos e críticas:
favor enviar para: rodcruzs@gmail.com

pax gaia
nao falha
tarda
mas haja o que houver
a babilônia não permanecerá de pé

ओम शांति ओम