quarta-feira, 10 de julho de 2013

manifesto pró afeto

é importante...

confessar, admitir que temos algo de vil ou ruim,
considerar o que há de feio, falso, folgado
além de amar tudo aquilo em que houver pecado.

é importante...


desvirtuar caminhos nas macro revoluções individuais
reconhecendo tantos sublimes sinais 
naquelas que julgaria mais deliciosas
por serem, sentirem e sofrerem ruidosas
silenciando o tempo, com tamanha pureza
para podermos exaltar nossa fraqueza.

é importante...

reconhecer como o sangue derramado 
mesmo sem dor escorre pelo teclado 
cada um, com suas lutas, críticas ou disputas vãs,
é merecedor de respeito.

é importante...

admitir que somos contraditórios 
para seguir desafiando a morte 
somos empolgados, emocionados, inspirados 
flertando mais e mais com o inesperado
sentindo, vivendo, rimando, sonhando, amando
porque exaltar a vida é o que a torna forte.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

tréplica existencial

para apreciação: 

"ouça menos a sua mente e escute mais o seu corpo;
 assim será possível compreender de fato aquilo que sua alma fala"

(rodrigo cruz)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

! Paradeiro !

"não só quem
nos odeia ou nos
inveja nos limita
e oprime;
quem nos ama
não menos
nos limita"
(Fernando Pessoa)



beiro, tropeço
trôpego no bueiro...
me esgueiro,
com receio
verdadeiro.

boto para fora a dor,
esqueço meu complexo
de patinho feio...
e faço ouvidos moucos!

ignoro os riscos,
desconsidero:

avisos roucos!
dicas fúteis
ou conselhos seguros,
opiniões prudentes,
(nada me segura)!

de nada fazem sentido
numa,
na minha mente:
(demente?)
feliz, esperançosa, contente...

"tudo culpa dela!"

do amor,
da dor,

de não tê-la (...)


(rodrigo cruz - 09/11/10)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

por mais a mais (ruptura confessional)

introdução:
"quem me guia são meus guias. pelos meus santos, orixás e demais forças da natureza sou guiado e por todos abençoado!"



mesmo o mais forte santo
em algum momento acaba em pranto
portanto, por tanto e por tudo
aquilo que não lhe disse
por realmente esperar que você partisse

por mais a mais
de tudo o que for capaz
ou por todo o sentido insensível
do que intuía há tempos atrás,
mesmo incapaz de traduzir o indecifrável do nada

assim prossigo e carrego a espada embainhada
e, ao longo dessa vã jornada uns me veem,
apontam, criticam, condenam, com veemência
me consideram um condenado, fracassado,
pobre coitado com o ego inflado
com sorte, talvez um poeta pressentindo a demência cotidiana
mesclada à doença dessa tal pseudo-sapiência humana

não espero que isso lhe convença
afinal, na maior parte do tempo sou ingrato
desarranjo o arranjo cósmico orquestrado
lado a lado, se mostrando mais e mais patético
aliado ao suposto consentimento do cético

aquele ser sempre trôpego, do tipo que se desequilibra
amparado pela rigidez dogmática da ciência
mas, contraditoriamente, a este cenário futuro
no presente escrevo, contesto e lhes presenteio

escravo das palavras e teclas, transbordo
emoções, desejos ou sonhos pelas bordas dos poros
fundindo-os e me confundindo com o que sou

assim, no fundo, é (ou acaba sendo)
bem mais do que isso,
o tudo-e-o-nada se resumem a:
de onde vim, por que permaneci e para onde vou?

e quem disse que vou?
melhor ficar na dúvida e por mais, ter algo a mais
ainda há mais a fazer, muito pelo que morrer
e somente assim ter como me redimir, voltar a sorrir

devo me fortalecer em novas lutas,
ou então conseguir a benção da lua
para então voltar a mim,
por mais coração ou menos razão a mais
tanto faz, desde que haja algo demais
que devolva a minha paz
(rodrigo cruz - 05/10/10)



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quarta-feira, 30 de junho de 2010

confissões 2 e 3


num átimo de segundo

meu íntimo

me intima à mudança

desafio o destino
desafino e desatino
seria burrice
se o meu pensamento já não estivesse lá

onde?
sei lá, é difícil julgar

a si, aos outros, o passado, o futuro
nesse diálogo, cada um sabe o seu caminho

o meu está, porém nunca será sozinho
*


sou capaz de indecifrar o oculto
 
e no mesmo segundo me perder
preciso esquecer meus erros
seria melhor me demover
dessa idéia tola

de entender tudo
remover todas as propostas
firmadas sem coração
ou acordo adequado
é chegada a hora
de
abandonar
acertos estabelecidos

assumir os fracassos
admitir os meus vícios
reconhecer minha inaptidão
e seguir errando
muito mais
como há muito tempo atrás
mas isso passa
passarinhemos pois
em busca das belas ilusões
ou de todos os delírios inconfessáveis
já que é
assim,
me dá a minha
dose diária
dessa loucura

chamada
realidade


paz, amor, e revolução
tempos difíceis nos aguardam